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Archive for December, 2007

Feliz Zagmuk a todos

Posted by Mindamorphoser on Saturday, December 22, 2007

Mais tarde contarei a estória do Zagmuk e do Natal, que agora encontro-me sem tempo.
No entanto, não queria deixar de participar desta época natalícia… ai enganei-me, época consumista natalícia, assim é que é. Como tal, e para destoar um pouco do comum, aqui vos entrego um texto que transmite o tipo de sentimentos que realmente deveriam importar. Reflitam.

Carta Ao Pai Natal

Senhor Pai Natal, eu sei que és um anjo de Deus nosso senhor
e como mensageiro do céu, como diz
o meu amigo que mora na torre em frente
à minha barraca da favela onde vivo
quero pedir-te que transmitas lá no céu
como vou passar o Natal com a minha mãe.

Tenho dez anos e nunca tive um brinquedo
a não ser daqueles que nós fazemos com
arame, carros com rodas e tudo e volante.
Desde que cheguei de Cabo Verde que moro aqui
nesta casa de madeira sem luz, sem água
e só a lua acende as ruas estreitas, tão estreitas
que chego a bater nas casas com os cotovelos.

Nunca fui à escola e não sei ler nem escrever
por isso, pedi ao meu amigo menino para fazer
uma carta. É tão estranho a caneta dele desliza
sinais no papel das coisas que eu digo que é
difícil acreditar que as minhas palavras ali estão.

Às vezes espreito pela grade da escola que fica
ali perto e vou ver os meninos no recreio a brincar
quando a minha mãe diz para ir comprar pão
no senhor Inácio porque o dinheiro eu conheço
dez vinte cinquenta, as moedas e as notas.

Senhor Pai Natal, eu só queria… Olha, já disse
que não quero brinquedos, não me importo
mas diz a Deus para dar um homem à minha mãe.
Ela queixa-se muito, passa a vida a dizer que
a casa precisa é de um homem, principalmente
quando o meu irmão de dezoito se pica nos braços
e fica para ali parece um morto, mas quando acorda
começa a partir as coisas que restam por isso
é que nós não temos prateleiras para pôr as panelas
fica tudo no chão a monte. Há dias, deitou abaixo
a porta da casa e dormimos toda a noite com os cães
da rua a entrar e a sair. Eu quase não dormi porque tive
de enxotar os cães que iam lamber as pernas
ao meu irmão e à minha mãe. Foi engraçado.

Ah, sabes, neste bairro que não é bairro
não vem a camioneta buscar o lixo
o carro que vem é a carroça dos cães para os levar
não fazem mal a ninguém mas eles dizem que são vadios
os cães têm dono mas eles não querem saber
e dizem que são nossos amigos os cães.

Vem também um senhor padre dizer
para irmos à missa rezar e obedecer a Deus,
mas a minha mãe e eu não temos tempo, é preciso
ir buscar água a uma torneira que uma senhora pôs
no quintal para a gente. É quando
vou à água que eu vou brincar para a lixeira
e às vezes trago uma lanterna velha, um secador
que trabalha mas a minha mãe não precisa dele
porque tem o cabelo curto e é carapinha.

Ainda há outra coisa que eu queria pedir-te:
diz a ele, ao Deus e se ele se lembrar por causa
dos polícias que aparecem aqui todas as noites
é só para eles não aparecerem no dia de Natal
e porque a minha mãe quando os vê fica doente
porque eles mataram o meu pai que fugiu com medo
e eles deram-lhe um tiro nas costas.

Já não sei o que tenho mais para dizer
era tanta coisa mas o meu amigo que mora na torre
diz-me para não escrever muito porque assim
o senhor Pai Natal não tem tempo para ler todas as cartas
que os meninos, os que podem, enviam.

Vou dizer ao meu amigo para ler em voz alta
para saber se ele não se esqueceu de alguma coisa
até porque a minha mãe está a chamar-me para
pôr uma bacia a apanhar a água que está a cair
em cima da cama. Está a chover muito e é sempre
assim, é quando a mãe canta «sodade di nha crecheu».

Agora lembrei-me tu que és o Pai Natal,
o mensageiro de Deus e portanto sabes onde
está tudo porque vais dar as prendas a toda a gente.
Quando passares por cima da minha casa com o teu
carro de madeira puxado por aqueles animais que têm cornos
e parecem árvores no dia de Natal, faz-me só um sinal,
um sinal só para mim, só para mim.
E não te esqueças… lembra-te da minha mãe.

E é este o Natal de muita gente. Aliás, é este o dia após dia de muita gente.
Façamos algo por alguém. Temos um Natal melhor na palma das nossas mãos, quando as estendemos a outro…
Até para o ano! Beijão!

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Cúmulos constatados 2

Posted by Mindamorphoser on Wednesday, December 19, 2007

Cúmulo da Feminilidade

Local: Alcântara

Situação: Quando são necessárias 3 moças (à vez, seja bem entendido) para conseguir estacionar um carro (no caso, o meu): 1º Eu ; 2º T. ; 3º I.

Ps.: Conseguiu-se! Ok, I. é que conseguiu… mas nós tentámos buunito!

Ps2.: Peço desculpa às moças que se sintam verdadeiramente injuriadas na sua feminilidade com este meu post. Opá, que eu não sou digna.

Ps3.: T. pediu para que constasse que a sua falha no processo de estacionamento se deveu a uma condição de bexiga cheia que a deixou impossibilitada de concluir com sucesso a manobra.

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Cúmulos constatados

Posted by Mindamorphoser on Wednesday, December 19, 2007

Cúmulo da Preguiça

Local:  C. C. Colombo – Piso 1

Situação: Quando gente perfeitamente capaz em termos de mobilidade, prefere a espera por um elevador que os leve ao piso 0, tendo a 10 passos escadas rolantes para o mesmo efeito.

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Isto passou-se no terceiro-mundismo português…

Posted by Mindamorphoser on Monday, December 17, 2007

“Bar Expulsa Deficientes”

Um grupo de pessoas com deficiência da Póvoa de Santa Iria foi obrigado a sair do bar Hawaii, na doca de Santo Amaro, em Lisboa, por alegada discriminação.

O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, “interagiu com os outros clientes”. Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires (monitora) de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair.

A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema. Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão. “Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora”, disse ao Correio da Manhã.

Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O que viu chocou-a: “Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a funcionar em pleno.” A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que “nem sequer existia”, apesar de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.

Conheço o bar/disco, já frequentei e nunca mais lá porei os pés. Isto é vergonhoso, para lhe chamar o mínimo.

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A Mulher De Trinta Anos – Honoré De Balzac

Posted by Mindamorphoser on Friday, December 14, 2007

Parti para este livro com grandes expectativas, dada a notoriedade do autor e a vontade constante, desde há algum tempo, de pegar o livro da estante…

De Balzac, H., 1831, La Femme De Trente Ans (A Mulher De Trinta Anos), Círculo De Leitores, Lisboa – 232 páginas

Considerada a obra-prima do escritor, é passada inteiramente em França, durante a era Bonaparte. É ao longo de seis capítulos que somos levados nesta estória que conta o percurso de vida de uma mulher parisiense, de nome Julia D’Aiglemont: os seus amores e tumultos sentimentais, a vivência da maternidade e da morte de próximos, o viver por si e o viver por outros…

Capítulo Primeiro – Primeiros Erros: A Jovem

Estamos em 1813 e eis que Julia chega a Paris para rever seu pai e seu noivo. Chegada à cidade, dirige-se com Sr. D’Aiglemont à parada militar napoleónica que aí iria ter lugar e em que Vitor, seu noivo, iria participar, dada a sua condição de coronel. Ao reencontrarem-se Julia confessa ao seu pai que pretende casar com Vitor, decisão à qual o ancião se opõe por achar que o militar não será marido à altura do merecimento de sua filha. Sr. D’Aiglemond morre.

Capítulo Primeiro – Primeiros Erros: A Mulher

Um ano volveu, estamos agora em Março de 1814. Efectivado entretanto o casamento de Julia e Vitor, partem para casa da ex-marquesa de Listomére-Landon, em Tours, local onde Vitor deixará Julia pois terá de cumprir uma missão militar. Passando os dias em conversas constantes com a ex-marquesa, Julia, já insaciada nas suas necessidades emocionais, torna-se emocionalmente debilitada e é nessa altura que conhece Artur Ormond, um oficial inglês que a corteja diariamente através de passeios a cavalo em frente à sua janela. Sem que se dê qualquer tipo de aproximação e após algum tempo de guarida, Julia parte para Orleães a pedido do seu marido, onde se encontrarão os dois. A ex-marquesa morre.

Capítulo Primeiro – Primeiros Erros: A Mãe

1817. O estado emocional de Julia agrava-se, dada a plena noção que tinha do desinteresse e da insignificância a que fora votada por Vitor, o qual toma amantes para preencher os seus desejos. Ainda que sob este cenário, nasce a primeira filha do casal, Helena. É agora ela o único motivo para a vida de Julia, que enfraquece dia após dia. E é num dia de Janeiro de 1820 que o estado enfermo que alcançou pede uma intervenção urgente. É aqui que acontece o reencontro entre Julia e Artur, o qual se tornou médico e dela irá cuidar.

Capítulo Primeiro – Primeiros Erros: A Declaração

Decorre o ano de 1821. Ainda em presença de Artur, Julia encontra-se em recuperação, sendo que, em grande parte ela se deva ao amor mutuamente sentem. Omisso até à data, é num passeio que o médico declara os seus sentimentos à Sra. D’Aiglemont, a qual lhe corresponde em palavras, mas lhe nega os actos. Vendo Julia renegar o amor que os une em prol da família, Artur parte.

Capítulo Primeiro – Primeiros Erros: O Encontro

Passaram dois anos. O casamento de Julia e Vitor permanece de fachada, mantido apenas aos olhos da sociedade, mas já sem qualquer substância moral. O coronel parte para uma caçada de uma semana, deixando Julia e Helena. Informado dos planos de Vitor, Artur vai ao encontro da sua amada, sucumbindo ela à tentação… mas eis que os planos de seu marido mudam e ele torna a casa mais cedo. A um ponto da descoberta, o amante é forçado a esconder-se na varanda e aí pernoita, morrendo pelo frio gélido dessa noite de Março.

Capítulo Segundo – Sofrimentos Desconhecidos

Mortificada pela perda, Julia refugia-se num solar em Saint-Lange, desabafando a sua solidão e desespero ao padre da paróquia. Meses passados, Julia abandona o solar já refeita do choque e voltando para junto de Vitor e Helena.

Capítulo Terceiro – Aos Trinta Anos

Num baile em casa da Sra. Firmiani, Julia conhece Carlos De Vandenesse, um diplomata em ascendência que ela vinha acompanhando pelos seus feitos recentes. O entendimento entre os dois é tão inegável, que os encontros entre os dois se sucedem, acabando o jovem por se apaixonar pela Sra. Aiglemont. E conseguir despertar nela o seu amor também.

Capítulo Quarto – O Dedo De Deus: O Biévre

Á revelia de Vitor, Julia e Carlos De Vandenesse mantêm a sua união secreta. Decorre o ano de 1828 e Julia dá à luz um segundo filho: Carlos. Num passeio no parque, do qual Julia, Carlos De Vandenesse, Helena e Carlos fazem parte, Helena, relegada pela mãe para segundo plano após o nascimento do irmão, enfurece-se e empurra Carlos por uma ribanceira, caindo a criança num lago e morrendo afogada.

Capítulo Quarto – O Dedo De Deus: O Vale Da Torrente

Encontramo-nos agora em 1830. O affair com De Vandenesse continua e nasce um novo filho: Gustavo. O pai de Carlos De Vandenesse morre.

Capítulo Quinto – Os Dois Encontros: Fascinação

Nascem dois filhos mais: Abel e Moina. Julia vive em clima de sossego aparente com Vitor e os quatro filhos. Numa noite de convívio familiar, um foragido bate à porta e suplica por asilo a Vitor, que acede ao pedido. Mais tarde, a chegada de oficiais faz saber a Vitor que o foragido é um assassino procurado. Helena, exausta da indiferença e rudez com que era tratada pela mãe, sente-se seduzida pela liberdade de alguém como aquele assassino e quer partir com ele. Assim o fazem.

Capítulo Quinto – Os Dois Encontros: O Capitão Parisiense

A família D’Aiglemont entra em falência, tendo o general de partir em busca de trabalho e fortuna. Após 6 anos fora, quer voltar para casa. Fá-lo numa embarcação, juntamente com outros trabalhadores. Em alto mar, o barco é assaltado por piratas e mortos todos os ocupantes menos Vitor, poupado no último instante após se ter apercebido que o pirata-mor era o assassino que levara sua filha, filha essa com quem casou e que vive no navio também. Dá-se o encontro entre o general e Helena.

Capítulo Quinto – Os Dois Encontros: Ensinamento

O general morre, decorre o ano de 1833. Alguns meses depois, Julia leva Moina às montanhas dos Pirinéus, onde lhe dão a notícia de uma mãe que com seu filho se encontram naquelas paragens doentes e prestes a morrer. Julia presta-se a oferecer ajuda e quando os vai conhecer reconhece-a como sua filha Helena e seu neto nos braços. Ambos morrem na sua presença.

Capítulo Sexto – A Velhice Duma Mãe Culpada

Dos filhos, somente Moina ainda vive, sendo agora casada com Alfredo De Vandenesse, filho do ex-amante da mãe. Julia, com 50 anos, só agora desempenha o verdadeiro papel de mãe, consequência das amarguras dos erros passados. É agora Moina quem não valoriza a mãe, tratando-a como insignificante na sua vida. As mágoas tornam-se demasiadas para Julia, que desfalece no jardim de casa da filha, morrendo depois.

Sinceramente, senti-me algo desiludida após a leitura:

Uma narrativa simplista demais e algo confusa, com personagens diferentes de nomes ou títulos iguais; não percebi o que aconteceu a Carlos De Vandenesse, simplesmente desapareceu da estória; a personagem principal pela qual não senti o mínimo de empatia; a morte é destino de DEZ personagens, o que, digamos, fica uma coisa algo “batida”…

Não reconheci qualquer genialidade na obra, lamentavelmente. Talvez algum outro do autor me surpreenda.

Desculpem a seca… mas que ficou um texto bonito, ficou! Além disso, não é só para vocês, é para eu me lembrar do que li, daqui a um tempo. Esta minha memória é péssima…

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Combate à fome … FreeRice.com

Posted by Mindamorphoser on Wednesday, December 5, 2007

Cerca de 25.000 pessoas morrem diariamente à fome (ou de causas com ela relacionadas), no Mundo…

O conceito: Por cada palavra que acertar, são doadas 20 gramas de arroz através das Nações Unidas, para o combate à fome no Mundo;

Os requisitos: A sua capacidade linguística em termos de vocabulário inglês e um dicionário de sinónimos, se quiser;

Os benefícios: Aumente o seu vocabulário de termos ingleses, enquanto é um cidadão responsável e solidário;

Os custos: O tempo que quiser jogar.

A FreeRice é uma organização sem fins lucrativos, pelo que, todos os lucros afectos a esta campanha (custeados somente pelas empresas anunciantes no site), serão utilizados, na sua totalidade, para a compra das dosagens de arroz.

Link: freerice.jpg

Participem!

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