Fckedupp

E assim segue a saga idiota.

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Como disse!?

Posted by Mindamorphoser on Tuesday, October 16, 2007

Ontem caiu-me nas mãos um exemplar de um livro chamado “A mulher, enigma psico-sexual”, de Pierre Vachet, 1974. Evidentemente, a minha curiosidade aguçada não me permitiu pousá-lo sem antes dar uma vista de olhos à temática. E pois que, entre várias pérolas como: “O papel do homem na frigidez”, “A mulher perversa”, “A mudança de sexo”, etc, encontrei um capítulo assaz interessante: “As lésbicas”. Pus-me a ler o que de interessante tinha este SENHOR a partilhar sobre tal. Ora bom, fascinada pelo conhecimento profundo do autor, não poderia deixar de vos trazer uns quantos apontamentos contidos nesta preciosidade:

Começando pela estatística, o escritor refere (para ânimo meu), que cerca de 92% das mulheres sentem durante a sua adolescência uma “atracção emocional intensa” por outras mulheres. (Credo!)

92%? Tantas? Como? Ora bem, a explicação dada vem no sentido de “as mulheres são quase todas clitoridianas, só uma percentagem reduzida é vaginal”, logo (e agora vem a parte gira), “daí a indiferença perante o facto de o parceiro ser homem ou mulher, visto a carícia ser idêntica e o resultado equivalente”. Portanto, meninas, é cerrar bem os olhinhos durante a coisa porque, afinal, vai dar tudo ao mesmo.

Continuando, o escritor inicia o sub-capítulo “Personalidade e carácter das lésbicas” (que isto de ser um ser à margem merece um tópico à altura, salientando as características específicas do espécime).

Fiquem então sabendo que existem diversos tipos de lésbicas (surprise, surprise), mas têm traços comuns, os quais ele enumera como sendo: reacções fortes ao ciúmes (por isso muitas têm o cabelo curto, o arrancar de cabelo é frequente), sentimento ambivalente (ai que me apetece, ai que não me apetece mais), um género de sadismo e de masoquismo (e dizem os homens que, para as suas mulheres, o sexo é obrigação… eu começava a pensar melhor de quem será a culpa, meninos), um complexo de culpabilidade (tenho pra mim que acontece depois do sado-maso exacerbado) e uma sensação de insegurança.

Depois veio a revelação: “a maioria das lésbicas não possuem aptidões para a criação artística (e este meu texto escreveu-se sozinho) e as que possuem, tal deriva do seu sadismo (opá… ok ok, apanhaste-me).

Seguidamente, ainda se permite dizer que as lésbicas são seres infelizes, dada a luta, da qual não têm consciência (somos parvas), entre o apelo heterossexual e homossexual. (Parece que não, mas uma pessoa chega ao final do dia derreada de cansaço com isto)

Acabado o disparate nesta secção, o Pierre avança para as “Causas que favorecem a homossexualidade”.

Ora bem, fiquem sabendo que os pais vêm em primeiro lugar, referindo os pais psicopatas como dos mais responsáveis (não sei, mas se eu tivesse um pai psicopata, preocupar-me-ia com outras coisas, mas isso sou eu). Após esta análise, refere que o lesbianismo é nada mais do que a fixação incestuosa no pai (epá, és um tipo levado da breca).

Segue-se um parágrafo que muito contribuirá para muita gente não entrar neste mundo depravado.

Algumas profissões predispõem à homossexualidade! Não contente com o exposto, ele sente a necessidade de dar exemplos: “vigilante nas prisões, massagista, dama de companhia, vendedora de lingerie (A., eu se fosse a ti saía da loja enquanto é tempo), secretária de organizações femininas…”.

Eu comentava o excerto, mas admito que não consigo superar a idiotice do autor nesta parte.

Bem, mas aqui pus-me a pensar: mas eu não tenho um pai psicopata, nem exerci tais profissões. O que se passará comigo? O parágrafo seguinte, esse sim me iluminou…

“O narcisismo, vulgar nestes ambientes, é outro facto que encaminha para a homossexualidade…”.

Respirei de alívio, então era isso! Eu logo vi que ter auto-estima só podia trazer desgraças! Bem, agora já está, já está.

Ele conclui como começou, com a estatística: “82% das lésbicas foram levadas ao vício (ainda dizem que não há vícios bons) por meio do álcool” (já não bastava ser lésbica ainda tenho de ser bebeda!).

De facto, existem vários tipos de lésbicas. Ainda bem que eu sou das outras…

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